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Claudia Adriana Dornelles de Araujo dos Santos | SOU TNS | Minha Marca Na UFRGS

Garantir que a ciência avance com responsabilidade, respeito à vida e absoluto rigor ético é um dos pilares mais sensíveis e vitais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Nos bastidores de cada experimento científico, de cada estudo clínico ou de campo realizado na instituição, existe um olhar atento, dedicado a zelar pelas boas práticas e pela integridade acadêmica. Há mais de uma década, essa nobre e complexa missão faz parte do cotidiano de Claudia Adriana Dornelles de Araujo dos Santos.

Natural de Tupanciretã, Claudia vivia em Santa Maria quando, em janeiro de 2010, após aprovação em concurso, partiu rumo a Porto Alegre a fim de assumir o cargo de Técnica em Assuntos Educacionais na UFRGS. Pedagoga graduada pela Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ) e especialista em Mídias na Educação pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ela trouxe na bagagem o rigor metodológico e a sensibilidade humana necessários para desbravar o delicado cargo que ocupa. Ainda concluiu um mestrado em Educação pela própria UFRGS.

Sua trajetória na instituição confunde-se com a própria consolidação da história recente da ética em pesquisa na Universidade. Logo ao ingressar no cargo, Claudia foi designada pelo Pró-Reitor de Pesquisa à época, João Edgar Schmidt, para estruturar a secretaria da recém-criada Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA/UFRGS). O desafio era imenso e urgente, já que a comissão nascia para atender às exigências da recém-promulgada Lei Arouca (nº 11.794/2008), que estabeleceu os parâmetros éticos e normativos para o uso científico e didático de animais no país. Com dedicação, a profissional organizou o suporte técnico-administrativo e o acompanhamento de processos no Sistema Pesquisa, permanecendo nessa função até 2021.

A competência demonstrada na CEUA fez com que seu escopo de atuação se expandisse rapidamente. Em 2011, também assumiu a secretaria do Comitê de Ética em Pesquisa da UFRGS (CEP/UFRGS), passando a gerenciar o complexo fluxo dos processos que envolvem seres humanos através do sistema Plataforma Brasil. Anos mais tarde, em 2019, agregou uma nova frente de vanguarda ao seu cotidiano ao passar a atuar na secretaria e como membro da Comissão de Biobanco e Biorrepositórios da UFRGS (CBBIO), iniciativa que atualmente se encontra em fase de implementação e estruturação tecnológica, aguardando a finalização do sistema próprio.

Ao longo dos anos, Claudia testemunhou uma profunda transformação estrutural. Ela conta que a Secretaria dos Comitês de Ética em Pesquisa mudou em diversos aspectos, como a conquista de novos espaços físicos, aquisição de mobiliários e equipamentos adequados, criação de salas de reuniões, ampliação da equipe de trabalho, desenvolvimento da página oficial na internet e na própria qualificação e expansão do colegiado. E, desde 2024, são vinculados à Pró-Reitoria de Coordenação Acadêmica.

As atribuições diárias de uma TNS na área exigem tanto dinamismo técnico, total atenção, capacidade de análise apurada, conhecimento, quanto acolhimento. Claudia assessora reuniões, mantém registros e relatórios institucionais rigorosamente atualizados e atua como uma ponte segura entre a comunidade acadêmica, resultando em benefícios à sociedade. Seu papel envolve orientar continuamente os pesquisadores sobre exigências documentais e fluxos de protocolos, que vão desde a recepção e pré-avaliação de documentos até a indicação de relatores.

Para Claudia, a essência do seu trabalho vai muito além do cumprimento de formalidades burocráticas. Quando reflete sobre a marca que vem deixando na instituição, ela evita o uso da primeira pessoa, mesmo ficando claro o quanto sua atuação resulta em um legado intangível e profundamente transformador, ajudando a pavimentar diariamente na UFRGS uma cultura sólida de respeito e cuidado institucional, ajudando a garantir que a busca pelo conhecimento científico nunca atropele a dignidade, a segurança e os direitos dos seres humanos e animais.

“A atuação nos Comitês de Ética em Pesquisa contribui para a realização de pesquisas mais confiáveis, especialmente quanto ao cuidado com os aspectos éticos. Também contribui para o papel pedagógico no que tange à formação ética de pesquisadores (discentes, docentes e técnicos) e à construção de uma cultura de respeito aos participantes”, comenta.

Anahi Fros | Comunicação ATENS UFRGS

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