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Comissão da Memória e da Verdade escuta depoimentos de ex-estudantes da UFRGS perseguidos pela ditadura

A Comissão da Memória e da Verdade Enrique Serra Padrós realizou no dia 28 de novembro, data do aniversário de 91 anos da UFRGS, a sua primeira audiência pública, denominada Repressão a estudantes da UFRGS, na Sala II do Salão de Atos da Universidade.

Em uma data simbólica e marcando o primeiro ano de trabalhos, a comissão, que foi instalada em 10 de dezembro de 2024, escutou os depoimentos de três estudantes da UFRGS que foram perseguidos pela ditadura civil-militar brasileira do período de 1964 a 1985: Dilza de Santi, João Ernesto Maraschin e Henrique Finco.

Aos seus testemunhos corajosos sobre a militância pela justiça social e pela liberdade e sobre o enfrentamento da repressão do Estado, juntaram-se as falas dos integrantes da mesa de abertura e do público, que destacaram a importância das comissões da memória e da verdade para o fortalecimento da democracia brasileira e para a prevenção da repetição do que o País viveu a partir do golpe civil-militar de 1964 até o fim da ditadura, em 1985.

O vice-reitor Pedro Costa afirmou que a data do aniversário da Universidade foi um dia para rememorar as inúmeras conquistas importantes ao longo de 91 anos, mas que também era preciso lembrar que essa trajetória teve episódios nefastos com a intervenção sofrida durante a ditadura.

”Esse gesto, esse dia e essa comissão são carregados de muita emoção, e é um orgulho muito grande que possamos ter nesta data um tempo dedicado à sua memória e à memória das pessoas que construíram essa Universidade”, disse. Emocionado, Pedro falou sobre o legado da comissão que será a base para que as novas gerações possam conhecer o que aconteceu nesta Universidade na ditadura e trabalhar pela afirmação da democracia. “Viva a democracia, viva a universidade pública”, finalizou o vice-reitor.

Confira a matéria completa no site da UFRGS.

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